sábado, 14 de março de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Acabou a Loucura

Não consigo ser duas pessoas...
TUDO DITO!?!?!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Depende de mim - Charles Chaplin

DEPENDE DE MIM
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio
marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por
lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria.... ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar.... ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."
Charles Chaplin.

Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

=/

Quem não sabe estar na vida de uma pessoa, não merece ficar pois só lhe causa dor e mau estar....

Está quase a fazer um ano...

Está quase a fazer um ano avô que partiste...
Sei que desejavas a morte há muito tempo e doía-me muito ouvir-te chamar por ela quando falavas comigo mas agora finalmente descansas em paz...
Tiveste uma vida complicada e um tratamento que durante muitos anos não foi o melhor e não adiantava de nada chamar à atenção para isso. A solução foi meter-te num lar....que te levou a liberdade que tu tanto gostavas...A tua doença Alzheimer acelerou desde então...mas começaste a ser finalmente medicado para a mesma pois só nessa altura começaste a ser acompanhado por um médico. O problema foi mesmo a falta de ocupação mental que tinhas e a impossibilidade de saíres para não fugires...
Lembro-me dos passeios que dávamos, longos quilómetros que fazíamos desde de manhã até à tardinha, ou só à tarde mesmo, assim que me chamavas do caminho e eu contava com isso, saía logo porta a fora, ou melhor a maioria das vezes, se não tivesse ainda de terminar qualquer coisa à pressa, almoço, trabalhos de casa...
Andavamos pela serra, pela estrada alcatroada ou caminhos de terra batida ou mata mesmo, conhecias os atalhos todos e a tua curiosidade também te fazia arriscar os caminhos.
Gostavas tanto quando eu ía ver-te, ainda estavas em casa e fazia musse de chocolate ou alguma sobremesa doce, eras guloso, ao menos tentavas aproveitar as coisas boas.
Quando passei a ir ver-te ao lar, saía contigo sempre que o tempo o permitia e tu estavas bem. Ficaste mais frágil a tudo, tinha de se ter cuidado com o vestuário e o frio que pudesse estar na rua. Esticavas as pernas, íamos comer um lanchinho, um galão era certo, o resto de comer, era conforme a vontade.
Ainda te fui ver ao Hospital da Guarda, horas de viagem pra meia hora que pude estar contigo pra não chegar tarde a casa. Mal estiveste acordado, perguntaste se eu estava bem, depois disso, apagaste praticamente...levaram-te para um raio-x pensei, que azar caraças logo agora, quando é que ele volta...demoraram pouco a trazer-te de volta para o quarto...ainda tive mais um bocadinho contigo, a arrumar os pijamas mais quentes que te levei etc...e a ver o teu corpo, com nódoas, no braço, nas pernas, pés inchados... muito magro...meu Deus...só tinhas um pulmão a funcionar e estava praticamente cheio de liquido que iam tirando mas não conseguiram controlar. Do modo como te vi eu disse, ele não morre hoje, nem morre amanhã e pouco ou muito infelizmente acertei, vi-te na 5f no sábado de manhã ao ligar dizem-me, venham vê-lo agora que ele está mesmo mal...como é que eu conseguia, era impossível, meia hora depois ligam-me já tinhas partido...
Chorei e mais chorei, liguei pra minha mãe que tinha avisado que ele estava mesmo mal a dar a má notícia...liguei pro lar também a avisar e disseram que me ajudavam com a parte funerária indicando-me um e preparando a roupa.
Nessa tarde fui sozinha para cima, nem sabia o que pensar....sabia que finalmente estavas em paz mas a dor da perda fazia-me desnortear por vezes na estrada....
No funeral não fui capaz de chorar nem enquanto andei a preparar as coisas, vi-te no caixão mas pensei, eu prefiro a lembrança de ti vivo, aqui já só está o teu corpo e eu ainda me despedi de ti em vida de certa forma uma ultima vez...apenas senti aflição e tive de virar costas quando começaram a fechar o caixão....parece que só aí finalmente tive consciência de que já não respiravas, já não ía ver-te mais...
A morte é o único destino que temos traçado mas para quem fica...a morte deixa a dor da perda...a dor da saudade, o "até já" que se possa dizer, não serve de consolo, é apenas constatar um facto que poderá demorar mais ou menos a acontecer e pronto....a vida continua...até um dia...





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015